Uma Europa às direitas

“O que vai gerar a riqueza das nações é o facto de cada indivíduo procurar o seu desenvolvimento e crescimento económico pessoal” — Adam Smith.

A extrema direita tem vindo a tomar um rumo impensável na Europa. Portugal, Irlanda, Luxemburgo e Malta ainda não foram afetados pela febre da extrema-direita mas o mesmo não se pode dizer da Polónia, Hungria e República Checa, países em que o populismo é a ideologia dominante.

Uma das grandes preocupações destas eleições europeias era a ascensão de partidos nacionalistas. Na Hungria, o Fidesz conseguiu eleger 13 deputados, na Polónia, o PiS elegeu 26 deputados, em França o Partido Nacional (NR) conseguiu 22 assentos e somando todos os populistas que vão ter representação no Parlamento, conclui-se que, afinal, a nossa preocupação devia ser ainda maior.
No rescaldo destes resultados, é importante discutir-se as ameaças que estes partidos poderão causar numa Europa que promove a paz, garante a liberdade, segurança e justiça.
Muitos dos membros destes partidos são racistas, xenófobos, eurocépticos e querem destituir a democracia e privar os cidadãos dos seus direitos fundamentais, sendo que os valores da União Europeia assentam exatamente no que estes membros querem destruir. “A UE fracassou e a Alemanha deve sair da zona do euro” Alexander Gauland, líder do AfD. “Eu sou um apoiante da discriminação” Santiago Abascal, líder do Vox.
60 anos após a sua criação, a UE está fortemente ameaçada por um grupo político que, se reunisse parlamentares de partidos de extrema-direita europeus, estima-se que seria a terceira maior força política no Parlamento.
O populismo está a conseguir despertar o vulcão adormecido da extrema-direita, mas ao contrário das catástrofes naturais, o Homem pode impedi-lo.